A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo anunciou no final de setembro uma nova organização da rede estadual de ensino paulista. A ideia é a de que cada unidade escolar passe a oferecer aulas de apenas um dos ciclos da educação a partir do ano que vem. Para isso, a pasta de educação iniciou um processo de recadastramento de todos os alunos da rede estadual de ensino e a proposta é a de que os dados atualizados dos estudantes ajudem no processo de transferência para a unidade mais próxima de sua casa.
Em outubro, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo anunciou que a reorganização do ensino escolar afetará diretamente 94 escolas, que serão ‘disponibilizadas’, e continuarão sendo utilizadas na área da educação. Desse total, 66 já têm o novo uso definido e poderão abrigar unidades de ensino técnico ou ainda virar creches e escolas municipais, por exemplo. As outras 28 ainda têm destino incerto.
De acordo com a secretaria, 311 mil alunos terão de mudar de escola do total de 3,8 milhões de matriculados. A mudança ainda atinge 74 mil professores.
A reorganização das escolas estaduais de São Paulo tem gerado muita polêmica e confusão desde que foi divulgada. Para demonstrar a insatisfação com o novo modelo de gestão educativa, os estudantes optaram por ocuparem as escolas em formato de protesto e, nas últimas semanas, a Polícia Militar entrou em confronto com estes jovens.
Durante o Jornal da Gazeta AM, o casperiano Gustavo Ribeiro conversou com a presidente do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, que explica se a reorganização pode melhorar a educação no Estado; além de responder da importância da movimentação dos estudantes e responde se é possível comparar os sistemas públicos e privados de educação e justificar essa reorganização como se pretende colocar em prática.
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Entrevista com Priscila Cruz:
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